novíssimo
o novíssimo ano bate fu- rioso a toda porta errada um estrangeiro no metro esse que ninguém notou mas lá está ele: persiste nas promessas vulgares as cruas mãos gretadas reinvidicando: EXISTO! a vida encara-o de viés como sopro de cigarro sem nunca erguer a cabeça anos? a vida não usa dedos para fazer con- tas (usa cicatrizes) a a vida não saber que dia é hoje sabe quando dói sa- be quando goza &falta dinheiro qua- do sobra silêncio todos tentam medi-la - calendários brancos tinta & giz de plástico a vida escapa à aritmética aprendeu cedo... a brincar a fórmula ex...