o caderno escuro
Para Nika Turbina não sou eu, dizes - quem escreve, como se a mão fosse um rumor do corpo, o abismo apressado não sou eu, dizes - quem escuta, o ouvido no pulso, o verso sem nome no caderno escuro não sou eu, dizes - quem faz tremer os sonhos onde o chão líquido aprende a cair acordas - a noite intacta, pesada, um animal deitado sobre o peito Gritar? O grito esqueceu- se de ti dizes - não há palavras e logo depois há - mas quem encontra letras num quarto submerso? e então es...