ela não chega, condensa-se nenhum passo, nenhuma heráldica, apenas a lenta insistência da maré contra o crânio a palidez acumula-se à beira do pensamento, onde a linguagem se desfaz em gesso e ossos sente-a primeiro a subtracção: calor rarefeito, cor drenada, nomes escorregando como peixes da rede para a boca depois começa a aritmética prateada: cresce, diminui, desaparece, regressa ela guarda a sua biblioteca na medula cada mito uma vértebra, cada amante um fóssil de devoção impresso na longa paciência do seu corpo os homens chamaram-lhe misericórdia os homens chamaram-lhe perecimento construíram altares a partir dos seus erros, nomearam esses ecos uma epifania mas ela não é dádiva nem fim ela é a gramática da recorrência, a si...